Segmento alimentício é opção viável de investimentos nos Estados Unidos

Diferente de alguns grandes nomes que encerram atividade em Miami, restaurante especializado na culinária brasileira segue expandindo com a ajuda de consultoria especializada

O empresário Hanri Maroni atua na área de marketing e franquias há 14 e desde então, vem desenvolvendo e expandindo negócios no Brasil. Há três anos, se estabeleceu definitivamente nos Estados Unidos. Logo que chegou, realizou uma pesquisa de mercado e identificou que o segmento de alimentação é uma indústria muito forte no EUA. “Decidimos trabalhar com a cozinha brasileira e, em 2016, iniciamos o restaurante Brazilian Plat House, em Los Angeles”.

Hanri recorda que no começo a ideia de restaurante assustou um pouco. “Quando se pensa em servir refeição, logo vem à mente algo complexo, mas focamos em uma operação simples e muito rápida. No futuro talvez possamos ser reconhecidos como um fast food de comida brasileira, mas com proposta diferente de uma bandejão. São pratos prontos, pré-definidos, feito com muito carinho, apresentação gourmet, mas a formatação do ambiente não é para ir e passar horas. Hoje, 65% do nosso faturamento está no horário do almoço onde as pessoas estão com mais pressa”, revela.

A ideia é duplicar filiais para futuramente propor um programa de franquia ou licenciamento. “No dia 7 de setembro completamos dois anos de atividade. De janeiro a dezembro o restaurante faturou aproximadamente 600 mil dólares, cerca de 50 mil dólares por mês”, destaca.

Hanri explica que esse número não se refere a nenhuma unidade licenciada, mas sim a unidade própria, sendo que o espaço só começou a abrir aos domingos a partir de agosto de 2017. “Se a gente tivesse aberto durante o final de semana inteiro, desde o começo, teríamos números ainda mais interessantes. Hoje, operamos de 12 a 14 horas por dia e com mais de uma equipe de colaboradores, o que gera algumas vantagens inclusive para os brasileiros que trabalham lá”.

O empresário lembra que o negócio poderia ser montado entre 70 a 100 mil dólares, essa variável se dá porque quando a gente começou o investimento era de 100 mil dólares disponíveis para atender a todos os processos necessários, mas ele encontrou muitos pontos comerciais com uma cozinha já instalada, conhecido como restaurante de segunda geração, o que reduz sensivelmente as burocracias com as licenças e valor de investimento.

Quem se interessar futuramente em adquirir uma unidade, não terá que se preocupar com o abastecimento, a equipe de Henri desenvolveu um programa de logística que a cada semana faz uma entrega em cada um dos restaurantes. “Por ter uma reposição semanal, imaginando o fluxo de caixa do restaurante, o capital de giro não precisa ser tão alto e pode ser destinado a outra operação, o que já é uma preocupação a menos”, conclui.

Quem ajudou na implantação de todo o negócio de Hanri foi o advogado que atua na área do direito internacional e sócio fundador da Loyalty Consultoria, Daniel Toledo. Só em 2017, a equipe liderada pelo especialista atendeu mais 70 processos de E2, visto que permite morar e trabalhar legalmente nos Estados Unidos o solicitante que possui dupla cidadania. “Conversamos primeiramente sobre comprar ou alugar um ponto que já era antes um restaurante. Com a ajuda de um profissional conseguimos reduzir sensivelmente o valor do investimento, mas é bom ressaltar que nesse valor não conta o capital de giro”, explica.

Um dos pontos positivos de ter um comércio nos Estados Unidos é que, diferente do Brasil em que as operações de crédito demoram até 30 dias, o valor é creditado já no dia seguinte. “O empresário não precisa fazer papel de instituição financeira e tudo ocorre de forma centralizada. Esse é um dos motivos que dispensa um capital de giro muito grande”, aponta o CEO da Loyalty.

A empresa de Hanri em breve estará na praça de alimentação de alguns shoppings da Flórida. “Estamos negociando com três grandes centros de compras, e em breve, teremos novidades neste sentido”, destaca.

Em relação a alguns estabelecimentos famosos que encerram atividade em Miami ao longo do ano, Toledo explica que é preciso enxergar o mercado além do publico brasileiro. “Eles estão em grande quantidade no estado da Florida, mas não são os únicos, então desenvolver um produto especifico para este nicho precisa ser muito bem pensado e planejado”, aponta o especialista em novos negócios.

Para abrir um negócio em solo americano basta o passaporte, comprovante de endereço e um objeto social definido. “O custo varia um pouco. As empresas que possuem foco no varejo custam em torno de U$450 a U$1.200. Logo no primeiro ano de atividade a obtenção de empréstimo bancário pode ser um pouco desafiador, mas com o tempo, é possível conseguir capital de giro com instituições financeiras”, finaliza.

Cada Estado tem suas próprias regras, mas que em geral, são muito semelhantes. Por isso, o ideal é começar no lugar que o solicitante tenha maior afinidade para residir e se adaptar, uma vez que não há variações tributárias tão grandes que justifiquem o desconforto pessoal.

*Daniel Toledo é advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami. Para mais informações, acesse: http://www.loyalty.miami ou entre em contato por e-mail contato@loyalty.miami. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 55 mil seguidores http://www.youtube.com/loyaltymiamiusa com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender nos Estados Unidos. A empresa agora possui sede em Portugal e na Espanha.




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