Guerra comercial entre EUA e China.

Por Rita Sanchez

Se existe um assunto polêmico, é política. Se existe um assunto mais polêmico, é política econômica. Mais polêmico ainda do que política econômica, é política econômica internacional.

Dito isto, o assunto guerra comercial entre China e Estados Unidos, é o assunto de politica econômica internacional que o mundo está prestando atenção.
O Presidente Donald J. Trump está literalmente cumprindo o que prometeu na campanha presidencial; nada mais, nada a menos.

Trump na promessa de colocar America e americanos na frente, America First, está disputando centavos; comportamento este que nenhum presidente anterior disputou; muito pelo contrário, hoje está vindo a tona, os péssimos acordos assinados. Os antecessores criaram vários monstros, no caso da China, seria melhor dizer, um dragão gigantesco!

A balança é deficitária. Trump diz que ano passado foi de US$ 500 bilhões de dólares. A China diz que foi de quase US$ 276 bilhões de dólares. O governo americano diz que foi de US$ 375 bilhões de dólares.

Complicado essa diferença! Quem está com a razão?

Que o deficit fosse US$ 1 bilhão de dólares! É nítido que os acordos não foram justos. Não só os chineses mas como o mundo não pode esquecer que a China é o que é hoje por causa do seu maior cliente: Estados Unidos. Isso é fato!

Acontece que o assunto é muito mais complexo do que apenas a guerra comercial. Guerra comercial é relativamente fácil de resolver perto do maior problema!
Hoje a China é o maior credor dos Estados Unidos, tendo o Japão o segundo credor. Até maio desse ano, os Estados Unidos devia a China US$ 1.18 trilhões de dólares! Imagina você se a China decide resgatar os títulos?

Vejamos o cenário atual: centenas de bilhões de dólares de deficit na balança comercial, seja qual for o valor. Mais de US$ 1 trilhão de dólares de dívidas.
Para os que acompanham o noticiário, é nítido que o estopim foi o aumento dos impostos de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre o alumínio. Aos que não prestaram atenção, claro que existe um interesse da indústria americana bélica por trás.

O efeito dessa guerra comercial já é sentido nos principais portos e aeroportos americanos, uma vez que uma das modalidades de receita é o movimento de entrada e saída de mercadoria. O ganho é no peso e não no valor da mercadoria!

Os 5 principais portos americanos representam 2/3 do volume de originário da China. São eles: Porto de Los Angeles e Porto de Long Beach na Califórnia. Porto de Newark em Nova Jersey, Porto de Savanah na Geórgia e Porto de Houston no Texas. Esses portos são muito fortes em móveis e carros!

Os 5 principais aeroportos, movimentam mais de 70% de produtos originários da China. São eles, Chicago O’hare em Ilinois, LAX em Los Angeles, Califórnia, DFW – Dalls Fort Worth em Dalas no Texas, San Francisco na Califórnia. Esses aeroportos são muito fortes em celular, computadores e roupas femininas.

Por outro lado o que faz até sentido, o Presidente Trump diz que o que não está sendo importado, está sendo produzido dentro dos Estados Unidos, gerando mão de obra, pagando impostos e deixando a riqueza aqui dentro. Made in USA está de volta!

Uma coisa é certa: como se diz aqui, hoje tem um xerife novo na cidade. O nome dele é Donald J. Trump. Concorde você ou não, ele está batendo todos os recordes e índices americano da história.

O que é para aumentar, ele está aumentando. O que é para reduzir, ele está reduzindo.
Como mero mortais, só nos cabe torcer para que o equilíbrio seja alcançado porque de uma maneira ou outra, todos nós somos afetados.

Rita Sanchez




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