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25 setembro 2018
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Brasil sobe 5 posições em ranking mundial de inovação, após 2 anos estagnado

País ocupa agora o 64º de 126 degraus; gastos com pesquisa e desenvolvimento e qualidade de publicações científicas contribuíram para melhora; Chile, Costa Rica e México ainda estão na frente.

Foto ilustrativa

Depois de dois anos estagnado, o Brasil subiu em 2018 cinco posições no ranking mundial de inovação elaborado pela Universidade de Cornell, pela escola de negócios Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O país saltou do 69º para o 64º lugar, entre 126 economias listadas. É a melhor classificação em quatro anos.

Ainda assim, a maior potência econômica da América Latina e Caribe fica atrás dos vizinhos Chile (47ª posição), Costa Rica (54ª) e México (56ª) na lista.

De acordo com o estudo, a melhora do índice brasileiro se deu principalmente por gastos com pesquisa e desenvolvimento, importações e exportações de alta tecnologia e pela qualidade das publicações científicas nacionais, especialmente da Universide de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Por outro lado, o país decepciona na formação de cientistas e engenheiros, no crédito, investimento, produtividade e criação de novos negócios, de acordo com o estudo.

A Suíça lidera o ranking pelo oitavo ano consecutivo. O país se destaca nos indicadores de registro de patentes e também na indústria de média-alta tecnologia, além de ser um dos que mais investe em pesquisa em desenvolvimento e ter universidades de qualidade.

Um ponto que chama atenção na lista deste ano é a ascenção da China para o grupo das 20 melhores classificadas, na 17ª posição. No ano passado, ela estava no 22º lugar. Já os Estados Unidos caíram do quarto para o sexto degrau.

“A rápida ascensão da China reflete uma direção estratégica definida pela liderança principal para desenvolver a capacidade de nível mundial em inovação e para orientar a base estrutural da economia para setores mais intensivos em conhecimento que dependem da novação para manterem sua vantagem competitiva”, diz em nota o Diretor-Geral da OMPI, Francis Gurry.

O ranking

O Global Innovation Index GII classifica 126 economias com base em 80 indicadores, que vão desde as taxas registro de patentes até a criação de aplicativos para smartphones, gastos com educação e publicações científicas e técnicas. São levados em conta dados sobre as instituições de cada país, sobre capital huma e pesquisa, infraestrutura, sofisticação do mercado e das empresas, além do desenvolvimento de produtos tecnológicos e criativos.

O índice é calculado pela PricewaterhouseCoopers (PwC) e tem o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).




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