O Supply Chain ainda não passou pela transformação digital

Digitalização precisa começar agora, a fim de apoiar empresas na redução da complexidade e aumentar a visibilidade de todas as etapas do processo produtivo

Por Gabriel Lobitsky, Diretor de Vendas da Infor para Sul da América Latina

Gabriel Lobitsky, diretor de vendas para Sul da América Latina da Infor, na sede da empresa em São Paulo. Foto: Mônica Andrade/Divulgação

Gabriel Lobitsky, diretor de vendas para Sul da América Latina da Infor, na sede da empresa em São Paulo. Foto: Mônica Andrade/Divulgação

Em um mundo cada vez mais globalizado, a excelência operacional é um bem necessário. E, quando falamos em Brasil, com sua imensa extensão territorial e um nível de complexidade e burocracias que acompanham o tamanho do País, a entrada de processos digitalizados em alguns setores da indústria geram inúmeros desafios.

Nas empresas em que os processos operacionais são geridos separada e manualmente, como em áreas de recebimento, distribuição e logística, o profissional de Supply Chain trabalha de forma reativa na resolução de problemas e não consegue colocar todos os esforços necessários em transformação digital. Com isso, muitas empresas perdem tempo apagando incêndios, enquanto lutam para reduzir custos e melhorar a eficiência operacional com softwares desconexos e até mesmo planilhas. Com a complexidade do supply chain, o planejamento fica comprometido, e as empresas perdem tempo e produtividade – o que frustra, e muito, o bom andamento dos negócios.

Tecnologia de menos e complexidade demais

Ao falar sobre cadeia estendida, vale lembrar o papel da tecnologia em apoiar a área de supply chain a ganhar confiança e gerar valor para os envolvidos no processo – do varejista ao parceiro. Afinal, as mais recentes inovações são a prova disso.

Nuvem, Big data, Internet das Coisas, Business Intelligence e Analytics estão aí para apoiar empresas tradicionais de setores sensíveis, como o varejo, automotivo, eletro e eletrônico, que fazem a locomotiva Brasil girar e esbarram em processos lineares da gestão da cadeia de suprimentos. Essas tecnologias permitem analisar o cenário em que as empresas estão inseridas, melhorar a visibilidade de todos os processos produtivos da cadeia, e até prever quais imprevistos podem gerar improdutividade e atrasos. Dessa forma, as organizações conseguem dimensionar melhor o fluxo de trabalho, além de ter uma visão abrangente do processo como um todo.

Cloud computing

Não resta dúvidas que embora o conceito de cloud computing já pareça estar bem popularizado no setor corporativo, ainda há muito para acontecer, principalmente porque as soluções em nuvem podem aumentar – e muito – a produtividade do setor. Uma pesquisa recente divulgada pela GlobalData mostra que a nuvem pode aumentar a eficiência operacional entre 45% e 87%. O estudo com mais de 300 CIOs de todo o mundo também afirma que 67% querem otimizar suas operações sem comprometer a entrega de seus produtos e serviços.

A nuvem é apenas um passo para a transformação digital. Ainda há muito para fazer com analytics, business intelligence e machine learning na tomada de decisões estratégicas com base em análise de cenário e andamento do fluxo das operações. Por isso, as tecnologias podem:

  • Permitir que, por meio de plataformas integradas, as empresas tenham quase uma ‘torre de controle’, com melhor visibilidade, integração e disponibilidade de informações em tempo real;
  • Otimizar o tempo com automatização de cálculos e um planejamento simplificado. Isso permite que as empresas façam análises profundas e encontrem formas de inovar e transformar a gestão da sua cadeia de abastecimento;
  • O supply chain deve se adaptar à realidade das empresas com funções fáceis e configuráveis.

Momento de transformação

As empresas brasileiras que usam tecnologias tradicionais esbarram em problemas comuns, como a falta da capacidade analítica para enxergar seus processos produtivos de forma integrada.

A baixa produtividade e custos elevados causados por problemas em áreas específicas como logística e manutenção, nublam a visão das empresas sobre suas cadeias de suprimentos. Consequentemente, as empresas brasileiras presas nas formas tradicionais não têm a capacidade analítica para enxergar seus processos produtivos de forma integrada. Por isso, o momento certo para iniciar a transformação digital é agora, e se as empresas brasileiras precisam escolher um ponto de partida, que seja pela nuvem.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 




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