A Aeropost chega ao país e traz a possibilidade de compras no mercado virtual
norte-americano serem entregues em qualquer lugar do Brasil
Aquela história de
esperar um amigo ou um primo viajar para os Estados Unidos para encomendar algum produto chegou ao fim. Isso
porque mais uma indústria norte-americana acaba de se instalar no Brasil e, o seu propósito, é ser o meio de
campo para consumidores brasileiros sedentos por alguns produtos que realmente não se acham por aqui. A
Aeropost Brasil foi lançada pela parceria entre a Aeropost International e a General Express Brasil. A
Aeropost, com mais de duas décadas no mercado, é pioneira no e-commerce e promete a entrega rápida e segura
das compras feitas pela internet. Além disso, ela disponibiliza, para os brasileiros, compras no mercado das
grandes redes norte-americanas, como Amazon, Ebay, American Eagle Outfitters e Victoria’s Secret.
A vantagem é receber o produto em casa com um preço relativamente baixo de importação. De
acordo com o gerente Geral da Aeropost Brasil, Rafael Simoni, a tarifa de importação para uma carga de meio
quilo é de US$ 9. Para receber um produto, o consumidor se associa ao site (disponível em www.aeropost.com) e faz um cadastro. “Este cadastro lhe fornecerá um
endereço para postagens nos Estados Unidos e, a partir deste endereço, nos responsabilizamos por toda a
logística necessária para entregar o produto, em qualquer lugar do Brasil”, disse Simoni.
A chegada da empresa possibilita a entrada do Brasil no mercado “B2B” (Business-to-Business)
ou “B2C” (Business-to-Consumer) internacional, o que permite futuramente o caminho inverso para produtos
brasileiros exportados para o mundo. Este é o próximo passo da empresa para impulsionar esta ferramenta:
colocar as vitrines das grandes magazines brasileiras e outros produtos aos olhos - e às teclas - dos
consumidores mundiais.
Para o diretor Financeiro da Aeropost, Fredjoseph Goldner,
os preços oferecidos na internet norte-americana são muito mais atraentes do que os oferecidos no Brasil. “É
neste mercado que a Aeropost entra”, disse. “A ideia do serviço é eliminar a parte logística e tornar a
compra fácil”.
E-commerce

De acordo com o consultor Yuri Trafane, o mercado do comércio digital prospera
porque o consumidor está aberto ao que é moderno e tem em suas mãos um computador que gera condições para
que a tecnologia aja.
“O consumidor tem muita
informação e está em suas mãos o poder de decidir o que quer e quando quer”, disse.
Este é um mercado que se desenvolve na mesma velocidade da tecnologia. Em 2001, foram gastos
US$ 0,54 bilhões no e-commerce e, em 2008, esse valor subiu para US$ 8,2 bilhões. A previsão é de que, até
2009, sejam gastos US$ 10 bilhões. “A principal data do e-commerce é o Natal”, afirmou Trafane.
Cerca de 13,2 bilhões de brasileiros compraram pela internet em 2008. E há espaço para muito
mais. “O Brasil tem 25 milhões de internautas, que acessam a internet numa média de 25 horas semanais”. Mas
esse crescimento ainda não aconteceu por dois motivos: segurança e intangibilidade. “Com as técnicas atuais,
a internet é segura. O medo é infundado e uma questão cultural. Já o fato das pessoas quererem ver e tocar o
produto é uma questão de hábito e já não pertence mais às novas gerações, que nascem habituadas com a
internet”, explicou o consultor. Para Trafane, o Brasil é um dos países mais vocacionados para o e-commerce.
“Os empresários estão acreditando bastante nessa ferramenta e o brasileiro é muito aberto para novas
experiências”.