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15 novembro 2018
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Dólar recua nesta quarta-feira após chegar a R$ 4,18

Na véspera, moeda norte-americana subiu 0,04%, a R$ 4,152, novamente no maior valor desde 2016.

O dólar opera em queda nesta quarta-feira (5) depois de subir para R$ 4,18 mais cedo. Os mercados seguem atentos à tensão comercial no exterior e à turbulência em mercados emergentes, e continua à espera de números da pesquisa de intenção de votos do Ibope, que seria divulgada na véspera.

Às 13h30, a moeda norte-americana recuava 0,18%, a R$ 4,1445. Veja a cotação. Na máxima do dia, o dólar bateu R$ 4,1849. Já o dólar turismo era negociado a R$ 4,34 (sem considerar a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras).

A maior cotação de fechamento já registrada foi a do dia 21 de janeiro de 2016, quando a moeda dos EUA encerrou o pregão a R$ 4,1631. Já a máxima de negociação foi registrada no dia 24 de setembro de 2015, quando o dólar foi a R$ 4,2484.

Na véspera, o Ibope emitiu uma nota sobre a pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial que estava programada para ser publicada nesta terça (4) no Jornal Nacional. Por nota, o instituto informou que aguarda autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para liberar a pesquisa.

Além disso, o cenário internacional segue evitando o risco, afetando principalmente países emergentes, e ainda há renovadas preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros.

Na véspera, o dólar terminou o dia em leve alta, depois de bater os R$ 4,19. A moeda norte-americana subiu 0,04%, a R$ 4,152, novamente no maior valor desde 2016.

Novo patamar e perspectivas

A recente disparada do dólar, que voltou a romper a barreira dos R$ 4 após 2 anos e meio, acontece em meio às incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado e comprometidos com a agenda de reformas e ajuste das contas públicas.

As incertezas e o nervosismo geram maior demanda por proteção em dólar, o que pressiona a cotação da moeda. Importadores, empresas com dívidas em dólar e turistas preocupados passam a comprar mais dólares também e contribuem para elevar o preço da moeda norte-americana.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise na Argentina.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar e que o mercado ficará testando novas máximas até achar um novo piso ou até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 foi elevada de R$ 3,75 para R$ 3,80 por dólar, segundo boletim Focus divulgado na segunda-feira (3) pelo Banco Central. Para o fechamento de 2019, ficou estável em R$ 3,70 por dólar.

Os analistas destacam que, embora todas as moedas de países emergentes estejam sendo fortemente desvalorizadas, o Brasil se encontra em melhor situação em razão dos mais de R$ 382 bilhões em reservas e que, até o momento, não tem sido observada falta de liquidez ou fuga de dólares do país.

Intervenção do BC

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 1,635 bilhão do total de US$ 9,801 bilhões que vence em outubro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.




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