Bots na lavoura!

Por Marcelo Abreu e Felipe Neves

Visão computacional para detectar pragas e automatização da colheita de frutos sensíveis, são algumas das iniciativas de sucesso da robótica no campo

Os algoritmos e a robótica estão mais presentes do que nunca. Inclusive na lavoura! Hoje já é possível implementar algoritmos de posicionamento com erros abaixo da casa dos milímetros com servomotores de baixo custo para compor estruturas robóticas que atuem no campo. Além disso, a própria unidade de controle do robô pode ficar responsável por se comunicar com o gestor da lavoura, informando o andamento das atividades em tempo real.

Embora ainda existam desafios pontuais relacionados ao consumo e fonte de energia elétrica necessária para a alimentação destas unidades, pode-se esperar diversas oportunidades de negócios no mercado da robótica no campo, uma vez que os robôs trazem, de forma intrínseca, o impacto positivo nas métricas mais importantes para algumas atividades agrícolas.

Quer saber quais são os robôs mais comumente utilizados na lavoura?

Os robôs cartesianos utilizam-se da visão computacional para classificar cada item do plantio, sem qualquer intervenção humana, e detectam variações já no início da cadeia produtiva. Muito semelhante a um robô industrial, no qual podem ser instalados diversos tipos de ferramentas (trocadas automaticamente de acordo com o script de trabalho diário). Em uma típica aplicação de agricultura de precisão, o robô pode, durante o dia, fazer uso de câmeras para obter imagens de cada item a ser futuramente colhido; classificar e adicionar as condições climáticas daquele momento, bem como enviar relatórios. Em outra aplicação, o mesmo robô pode analisar as condições de solo utilizando pontos equidistantes e sempre no mesmo horário.

Outro que tem “marcado presença” no campo, é o robô com 7 graus de liberdade (7DoF), excelente candidato para automatizar a colheita de frutos sensíveis como tomate ou pêssego. Ele tem a vantagem de ter mais liberdade de movimentos (quase uma réplica do movimento realizado pelo braço humano), o que é importante neste caso, já que os frutos não crescem em localidades regulares. Os robôs desse tipo ainda possuem a mesma característica de gripper dos cartesianos, sendo possível adicionar ferramentas para diferentes tipos de plantio, incluindo os com sensores de torque nas pontas.

* Marcelo Abreu é Head de Inovação e Felipe Neves é Arquiteto de Soluções, ambos do Venturus (www.venturus.org.br), um dos maiores centros privados de pesquisa e inovação do Brasil




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